Cultivar 'IAC 572' Jales

PORTA-ENXERTOS TROPICAIS PARA VIDEIRA


Os porta-enxertos são o fundamento da viticultura e seu uso representa uma tecnologia simples, mas de resultados profundos.
Os cultivares desenvolvidos pelo IAC apresentam, em geral, elevada resistência às principais pragas do solo, como filoxera e nematóides.
No programa de cruzamentos iniciado há mais de 50 anos, foram utilizadas espécies de videira da América tropical. Graças a isso, os porta-enxertos IAC apresentam, caracteristicamente, elevado vigor vegetativo, o que os torna especialmente úteis em nosso clima, razão para serem chamados genericamente de "Tropicais".
Também é digna de nota sua adaptação a diferentes tipos de solo, quer naqueles com elevada acidez, quer nos argilosos ou arenosos.
Suas folhas são resistentes às principais doenças fúngicas, as estacas pegam bem e apresentam excelente enraizamento.
Pesquisas pioneiras do IAC levaram à obtenção de material de propagação desses porta-enxertos livres de vírus, garantindo a fitossanidade e longevidade dos vinhedos.


Cultivar 'IAC 572' Jales
Cruzamento entre V. caribaea e
(V. riparia x V. rupestris, R.R. 101-14)

Pecíolo (4,6 cm) vermelho-escuro ou bronzeado, opaco e, ao longo dos vértices, com pêlos simples curtos e lanuginosos, ambos brancos, pilosidade mais concentrada junto ao seio peciolar. Lâmina foliar (12,1 x 12,7 cm) verde-escura na face superior e verde-clara e opaca na inferior.
Nervuras primárias e secundárias, bem como o seio peciolar pigmentados de antocianina, particularmente na base, sendo a pilosidade nas duas faces formada por pêlos brancos e curtos, concentrados ao longo das nervuras. Folhas em média com cinco dentes primários, 29 secundários e 31 terciários. Os lobos correspondentes às três nervuras primárias centrais são bem desenvolvidos, razão pela qual a folha se apresenta nitidamente trilobada. Base foliar bem reentrante, semi-arredondada. 
Broto terminal verde-claro ou levemente bronzeado. Folhas e ramos jovens densamente revestidos por pilosidade lanuginosa. Estípulas (1 mm) precocemente caducas, castanho-bronzeadas e pilosas. Gavinhas variavelmente pigmentadas de antocianina, em geral avermelhadas, com esparsos pêlos simples, curtos ou lanuginosos, brancos.
Nas regiões Oeste e Noroeste paulista, tem-se destacado como excelente porta-enxerto para uvas finas com Itália, Rubi, Benitaka, Red Globe e Centennial Seedless. Em experimentação recente, foi tão bom quanto os melhores porta-enxertos para Niagara Rosada. Em homenagem ao pólo vitícola do noroeste paulista, este cultivar passa a receber em 1995, o nome fantasia de 'Jales'.
Constatou-se que o material distribuído como "Tropical sem vírus" é, na verdade, o IAC 572, tanto no Oeste e Noroeste paulista como no Vale do Submédio São Francisco. As principais diferenças morfológicas que o distingue do IAC 313 são: (a) nós vermelhos; (b) ramos (os mais expostos à luz) vermelhos; (c) pecíolo muito mais pubescente; (d) dentes foliares mais pronunciados e agudos; (e) formato do limbo mais pronunciadamente trilobado.

Onde obter material
Estacas dos porta-enxertos IAC devem ser solicitadas, em pequenas quantidades, do final de junho ao início de agosto, à Estação Experimental de Agronomia do IAC, em Jundia (SP).
Fone: (11) 4582-7284 - Fax: (11) 4582-3455